Histórias de uma atriz jovem … de espírito

 

As Gêmeas: Carmen (esq) e Jandira (direita) na concentração; momentos antes de pular o Carnaval em Copacabana. 2008.

 

Alta, magra, vestido longo (de tecido indiano), cabelos loiros encaracolados e domados num bonito penteado. A imagem bem que poderia ser de uma jovem atriz de Hollywood. Mas a donade tantos predicados é Jandira Testa, 73 anos, três filhos, seis netos e três bisnetos e sim, uma bela atriz londrinense. “Tenho orgulho da minha idade. Passei a ter uma vida maravilhosa”, diz.
O que para muitos significa o fim da vida, a chegada da maturidade trouxe para Jandira uma nova forma de ver o mundo através do teatro. Sua “carreira” começou há 20 anos, quando tinha 53 anos, e desde então nunca mais largou o palco. “O teatro tem a magia de nos transportar para outros universos. Sinto-me muito feliz atuando”, revela.

 

Antes de entrar no grupo de teatro do Sesc – hoje a Cia. de Theatro Fase 3 -, Jandira nunca tinha assistido uma peça de teatro. Os tempos eram outros e o lugar da mulher era ao lado do marido e dos filhos. Mas sua história foi marcada por um acontecimento trágico: o covarde assassinato do marido policial. Viúva e com três filhos para criar, Jandira se desdobrou para garantir o sustento da família através do corte e costura.

 

Outro marco foi a saída dos filhos de casa: “O baque foi grande. Achei que a minha missão nesse mundo tinha acabado e entrei em depressão”. Mas a tristeza não combinava com seu rosto, e logo Jandira procurou uma nova forma de ocupação. A mulher tímida e retraída de início logo descobriu sua veia artística na Cia. Fase 3, com a tutela do diretor e amigo João Henrique Bernardi.

Lá, entre outras coisas, a atriz viajou para a Alemanha apresentando a peça “Londrina Zona Paraíso”; foi uma das personagens da Casa dos Anões (demolida ano passado) em “A última carta de amor do século XX”; fez a única sobrevivente da peça “Ave Maria, abençoe as velhas loucas” e, por último, interpretou Maria Onça no espetáculo “Para Dores Femininas”, apresentado recentemente no FILO. “Fui o cartaz da peça, imagina que chique menina. Me senti uma rainha”, dá risada.

Dicas simples e hábitos saudáveis ajudam a atriz a envelhecer, segundo ela, “com alegria e qualidade de vida”. Perfeccionista, Jandira programa todo o seu dia “para não se estressar” e procura ir a todos os lugares caminhando.

Como se imagina daqui a 10 anos? “Quero estar bem para continuar fazendo teatro. Por isso vou me cuidar ainda mais”, responde rapidamente. Reflexo não de uma velhice, mas de uma maturidade bem vivida.

 

 

 

 

 

 

 

 

http://www.planetalondrina.com.br/melhor_idade/contFull.asp?nrseq=18801Texto: Máxima Comunicação 

 

 

 

Anúncios

Uma resposta para “Histórias de uma atriz jovem … de espírito

  1. Carmem Mattos ⋅

    Henrique,fique bom logo,para nossa viajem a dinamarca!!

    Bjs e abraços,
    Carmem.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s