Casa das Fases de portas abertas: em cenas e cenários

 

foto: Saulo Ohara

Com o apoio do Ministério da Cultura, Secretaria de Cidadania Cultural e Funarte, a exposição Casa das Fases: de portas abertas em cenas e cenários visa evidenciar a linguagem simbólica do Ponto de Cultura, relacionando sua história às questões de gênero; identidade; geração, tão caras à antropologia e intrínsecas à linguagem poética da Casa das Fases.

 “Partimos do pressuposto de que qualquer arte tem a função de levar à reflexão, de quebrar o estado de inércia. Foi isto que me levou à escolha da Casa das Fases como lócus privilegiado para se pensar o papel da arte na realidade social, as barreiras sociais relacionadas ao envelhecimento; bem como a difusão da memória e da cultura popular.  A Casa das Fases possui um potencial estético e cultural ímpar, um ponto de cultura que permite a reflexão, conhecimento e, sobretudo, a vivência da arte, a partir da troca de experiências, realidades e linguagens.”

 É o que afirma Jéssica Hiroko, autora do projeto, que pretende revelar a história da Casa das Fases através de seu acervo, abrindo seus cenários, resgatando e dando vida aos figurinos e objetos. Sua concepção decorre da própria interação pesquisadora com o ponto de cultura, onde se pôde apreender as diversas linguagens – cênica, audiovisual, performática – , sistemas simbólicos que perpassam  a estética da Cia,  que com 24 anos de exercício, conta hoje com uma qualidade e linguagem estéticas muito bem consolidadas, um espaço de sociabilidade e construção de uma identidade coletiva. Através da arte cênica, capaz de unir o particular e o universal, e da consolidação identitária do grupo, há uma integração estética singular que se desdobra, para além das peças apresentadas, em outros produtos e formas de linguagem, como fotografias, curta metragens e rádio-novela. Possui ainda um trabalho de cunho social, oferecendo espetáculos e oficinas de teatro em diversas localidades, onde se busca, através da interação com estes indivíduos, o resgate da memória. Estes inúmeros “personagens” da vida quotidiana, falando sobre diversos temas  e relatando suas trajetórias pessoais, fornecem matéria prima para a construção de textos e montagens.

 “Julgo que esta interação também traz elementos para a concepção estética da cia: a partir deste mesmo trabalho nasce a inspiração para figurinos, para o trabalho de direção, para os croquis. E figurinos de época; móveis; objetos antigos e fotografias  compõem,  além da decoração da casa e dos cenários, lembranças e imagens da esfera íntima – em outras palavras, elementos para uma estética ímpar e carregada de significados.  Acredito que a instalação é uma forma de deixar mais próximo ao público a reflexão e a importância do trabalho que a cia vem desenvolvendo nestes 24 anos de existência, de uma forma poética: Como abrir as portas da Casa das Fases,  convidar o expectador a tomar um chá, e contar sua história, através de suas cenas e  cenários.”

 Jéssica Hiroko de Oliveira, artista contemplada com o Prêmio Interações Estéticas residências em Pontos de Cultura,  é  Mestranda em Antropologia Social pela UFRGS

 SERVIÇO:
Casa das Fases: de portas abertas em cenas e cenários –  Exposição com curadoria de Jéssica Hiroko de Oliveira, dialogando a Antropologia com o acervo, estética e história da Cia de Theatro Fase 3. De 20 a 27 de fevereiro, das 13 às 18h. Local: Casa das Fases (R.Lindóia, 547). Entrada gratuita. Visitas monitoradas e informações: 33048757

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