Projeto A Tempestade

Cineasta Luciano Vidigial visita Londrina para filmar o documentário sobre a Casa das Fases

O cineasta Luciano Vidigal (esq) e João Henrique Bernardi durante a apresentação do Projeto A Tempestade na Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro - novembro 2011)

    O diretor carioca Luciano Vidigal estará em Londrina de 16 a 18 de março para a filmagem do documentário “The Stuff of Time/Tempo tempo Tempestade”. Trata-se de um registro sobre a Casa das Fases, que completa 25 anos em 2012, e a sua “sister company” Entelechy Arts, de Londres. O documentário tem a direção de Vidigal e Adriana Rouanet e produção da Colibri Global. Luciano acaba de retornar da Inglaterra, onde realizou uma palestra em Oxford sobre o longa “Cinco Vezes Favela” e também das filmagens com o grupo Entelechy, no Sul de Londres.

As companhias Casa das Fases e Entelechy apresentam no dia 3 de abril a performance “A Storm in a Tea a Cup” que integra o projeto A Tempestade – onde os dois grupos encenarão uma das últimas peças de W. Shakespeare.  Será uma perfomance para lançar o Brasil-Reino Unido, numa colaboração entre  atores do Entelechy, em Londres e os atores da Casa das Fases, em Londrina. “Artes digitais e chá dançante num redemoinho de som, textura, cinema, teatro e dança”, assim define o diretor David Slater.

Luciano Vidigal e Adriana Rouanet acompanham toda a movimentação dos dois grupos desde o ano passado e registram a integração das companhias, mas acima de tudo as histórias de vida que se entrelaçam com a montagem da peça. As filmagens de 16 a18 de março acontecem na sede da Casa das Fases, em Londrina, que se prepara para a performance “A Storm in a Tea a Cup”.  Luciano e o câmera Arthur Sherman registrarão os bastidores e entrevistarão algumas das atrizes do grupo.

Casa participa de forum shakespeare no RJ e recebe Entelechy em Londrina

O grupo teatral da Casa das Fases participa de 20 a 23 de novembro do Forum Shakeaspere no Rio de Janeiro. O encontro é uma iniciativa do People’s Palace Projects com patrocínio do British Council e faz parte das celebrações dos 25 anos do Grupo Nós do Morro e da Casa das Fases.

A Casa das Fases foi criada em 1986 em Londrina pelo diretor João Henrique Bernardi. Atualmente o grupo é formado por 10 atrizes com mais de 60 anos que realizam projetos ligados ao teatro e ao envelhecimento. A Companhia apresentou-se em seis países e diversas cidades do Brasil.

Dentro da programação do Fórum, a Casa das Fases e sua “companhia-irmã” Entelechy Arts, de Londres, participam de um workshop com Cicely Berry, da  Royal Shakespeare Company (RSC), uma das mais prestigiadas companhias teatrais britânicas do mundo. Um dos objetivos do encontro é trabalhar trechos da peça “A Tempestade”.  Os grupos planejam reunir os atores brasileiros e ingleses, que encenarão uma das últimas peças escritas por Shakeaspere.

No dia 23 de novembro, todos se reúnem para uma apresentação e um debate no teatro da Academia Brasileira de Letras, integrando os atores do  Nós do Morro, Casa e Entelechy.

Em seguida, de 24 a 28 de novembro, o grupo Entelechy viaja para Londrina para um intercâmbio  com ensaios, confraternizações e reuniões para definir as etapas da montagem.

Depois de passar pela Dinamarca, Noruega, Inglaterra e Suecia, a Casa das Fases embarca para o RJ

Fábio Luporini/JL

Os suecos entenderam tudo, mesmo em português. Nessas horas, os gestos transmitem emoções que nenhuma palavra seria capaz de traduzir. Na Inglaterra, um panfleto distribuído na entrada explicava aos expectadores o que se passava no interior da caixa. Cenas de uma temporada do grupo teatral Casa das Fases, cujo trabalho é voltado a atores da terceira idade, e que voltou, no início de outubro, de uma turnê na Europa. O grupo já esteve na Dinamarca e na Noruega e, de 20 a 24 de novembro, estará no Rio de Janeiro.

Convidados para um festival na Suécia, quatro integrantes da Casa das Fases embarcaram para a Europa: Fabrício Borges (produtor), João Henrique Bernardi (diretor), e as atrizes Jandira Testa, 76, e Carmen Mattos, de 78. “Ministramos um workshop para ensinar nossa metodologia de teatro para atores da terceira idade”, explica o produtor. Foram quatro horas de aprendizado com o que ele chama de caixa de memória. “É um trabalho desenvolvido há 25 anos”, comenta Fabrício.

Além disso, os suecos puderam assistir a dois espetáculos genuinamente londrinenses. Equal conta a história de duas gêmeas siamesas, unidas pelo estômago, e separadas por uma cirurgia. O enredo é baseado num caso real, de 1900. “Nosso diretor construiu a dramaturgia”, conta Borges. O espetáculo dura, em média, 30 minutos. Outra peça mostrada foi a instalação cênica Black Box, que consiste numa caixa onde entra um expectador para assistir a encenação de uma atriz. “Dura cinco minutos. Nós temos uma cópia idêntica da caixa na Europa, porque é uma estrutura de ferro”, revela.

Depois de sete dias na Suécia, o grupo desembarcou na Inglaterra. No país da rainha, a Casa das Fases aproveitou para estreitar os laços com outra companhia teatral. “É um grupo do sul de Londres que tem 21 anos e trabalha com idosos. A gente tem muito em comum e fazemos um projeto de intercâmbio”, explica Borges. Ambos já trocaram experiências: o grupo já veio para cá e o Casa das Fases já foi para lá. Agora, os londrinenses aguardam nova visita da companhia inglesa.

“A gente é reconhecido fora do Brasil. Você apresenta e o pessoal gosta”, avalia a atriz Jandira Testa. Junto com Carmen Mattos, ela esteve na Suécia e Inglaterra. “A gente vê na cara das pessoas que elas gostam. Mesmo a gente falando em português, de alguma forma a gente se faz entender”, conta.

Em Londres, antes das apresentações, um panfleto era distribuído para a pessoa entender o contexto. “Pelos gestos, as pessoas acabam até se emocionando.” A maioria dos expectadores é gente de meia idade, mas, curiosos, frequentemente os jovens entram na fila para ver o que há no interior daquela caixa preta.

Em uma das apresentações do espetáculo Equal, em que Jandira e Carmen dão vida a irmãs siamesas, há uma cena em que ambas escolhem um parceiro da plateia para dançar. “Nesta cena, teve uma menina que ficou empolgada para dançar. Ela estava na cadeira de rodas e ficamos sabendo depois, quando o pessoal fica por ali conversando. Se eu soubesse antes, teria chamado ela”, diz Jandira.

http://www.jornaldelondrina.com.br/divirtase/conteudo.phtml?tl=1&id=1188617&tit=Licoes-europeias

Grupo londrinense participa de festival na Suecia


"Igual" será apresentado em setembro na Suécia

Integrantes e representantes da Cia. de Theatro Fase 3 estiveram hoje (10) com o prefeito Barbosa Neto no Prefeitura nos Bairros, que foi realizado na Escola Municipal Corveta Camaquã, no jardim Alvorada. Na visita o grupo divulgou o convite que tiveram para participar de um festival de teatro na Suécia. O prefeito ressaltou a importância do grupo para Londrina e enfatizou que é necessário que a cidade se envolva para que o grupo possa realizar mais esta conquista, que demonstra a qualidade e a relevância do grupo que estará divulgando a cultura local.

O grupo de teatro completa 25 anos de existência em novembro deste ano, e foi convidado para participar do 1º festival de teatro relacionado ao idoso. O festival será realizado em setembro em Lund, Suécia. O convite foi feito pelo grupo de teatro Interakt, da Suécia.

O festival internacional irá discutir a relação do envelhecimento na cultura, a importância do idoso na sociedade, entre outros pontos. “O Festival irá reunir idosos de vários grupos do mundo. Aqueles que participam. Que fazem cultura”, enfatizou o produtor da Cia. de Theatro Fase 3, Fabrício Borges.

O grupo que é formado por 12 pessoas, nove delas com mais de 60 anos, irá levar à Suécia quatro integrantes, sendo duas atrizes e dois técnicos. “A viagem é muito cara. Tivemos que reduzir a equipe para poder viajar”, lamentou.

O festival cobre a hospedagem, a alimentação e o transporte terrestre. As passagens áreas não são concedidas. Por isso, o grupo precisa de apoio para poder realizar a viagem. “Estamos buscando parceiros que se sensibilizem com o nosso trabalho. Espero que consigamos pelo menos parte das passagens”, afirmou Borges.

( fonte: com  N.com)